A inclusão de pessoas neurodivergentes no ambiente de trabalho deixou de ser pauta acessória para se tornar exigência concreta de igualdade material. Para quem atua na esfera trabalhista e no direito antidiscriminatório, compreender os fundamentos jurídicos dessa inclusão é condição para orientar empresas, sustentar teses e assegurar direitos fundamentais.
Esta obra examina, com rigor interdisciplinar, os conceitos de neurodivergência e de neurodiversidade sob a ótica do modelo biopsicossocial, articulando dados estatísticos, programas de inclusão nacionais e internacionais e o conjunto normativo antidiscriminatório aplicável.
Ao longo da leitura, o profissional encontra:
Mais do que descrever o fenômeno, a obra entrega ao profissional o repertório teórico e normativo para promover a inclusão com base na dignidade, na igualdade e nos deveres do Estado e das empresas.
Se você atua com Direito do Trabalho ou com direitos das pessoas com deficiência, sabe que a inclusão de neurodivergentes raramente se resolve apenas com boa intenção. Ela exige compreender modelos conceituais, deveres jurídicos e parâmetros internacionais capazes de transformar o discurso da diversidade em prática exigível.
Esta obra oferece exatamente essa base. Partindo da evolução do modelo médico ao modelo social, examina a neurodiversidade como modelo biopsicossocial, apresenta os dados estatísticos disponíveis e discute os programas de inclusão de pessoas neurodivergentes no trabalho, no Brasil e no exterior.
No campo jurídico, a autora realiza incursão sólida nas premissas do direito antidiscriminatório e organiza o conjunto normativo aplicável, das normas constitucionais às internacionais, com destaque para a legislação específica do autismo e para a distinção necessária entre pessoa com deficiência e neurodiversidade.
A partir daí, constrói princípios de inclusão de neurodivergentes no mercado de trabalho, convertendo fundamentos teóricos em diretrizes práticas para empresas, gestores e operadores do Direito.
A obra contempla:
No plano prático, a obra fortalece a orientação jurídica de empresas e a construção de políticas de inclusão exigíveis, ao esclarecer os deveres do Estado e das empresas e a justiciabilidade das políticas públicas de inclusão. No plano estratégico, oferece fundamentação para atuar em demandas trabalhistas e antidiscriminatórias com apoio no conjunto normativo nacional e internacional.
O avanço do debate sobre diversidade, somado ao amadurecimento das normas de proteção da pessoa com deficiência e do autismo, tornou a inclusão de neurodivergentes uma exigência concreta das relações de trabalho. Compreender essa transformação, à luz dos Princípios Orientadores da ONU e da Justiça do Trabalho, é indispensável para quem pretende atuar com atualidade e profundidade nessa matéria.
Destina-se a advogados trabalhistas, magistrados, membros do Ministério Público do Trabalho, gestores de recursos humanos e de compliance, profissionais de diversidade e inclusão, além de estudantes e pesquisadores interessados na regulação jurídica da neurodiversidade.
A obra distingue neurodivergência de neurodiversidade?
Sim. O trabalho parte da evolução do modelo médico ao modelo social e apresenta a neurodiversidade como modelo biopsicossocial, esclarecendo os conceitos e sua abrangência.
Aborda o direito antidiscriminatório?
Sim. São examinadas as premissas do direito antidiscriminatório, os conceitos de discriminação negativa e positiva e o conjunto normativo constitucional, infraconstitucional e internacional.
Trata da legislação do autismo?
Sim. A obra dedica atenção específica à legislação do transtorno do espectro autista e à distinção necessária entre pessoa com deficiência e neurodiversidade.
Apresenta programas concretos de inclusão?
Sim. São analisados programas de referência no Brasil e no exterior, como os de Stanford, da Austrália, o Projeto CooTEA e a Specialisterne.
Serve para quem atua com recursos humanos e compliance?
Sim. Os princípios de inclusão sistematizados na obra oferecem diretrizes práticas para políticas corporativas de inclusão e retenção de talentos neurodivergentes.
A inclusão de neurodivergentes se sustenta em fundamentos que unem dignidade, igualdade e deveres jurídicos. Esta obra entrega ao profissional o instrumental teórico e normativo para transformar a diversidade em prática exigível e promover a igualdade material no trabalho. Garanta agora o seu exemplar e amplie a sua atuação nessa matéria sensível e atual.
Introdução
Revisão Bibliográfica
CAPÍTULO 1 - Neurodiversidade
1.1 Do modelo médico ao modelo social: uma abordagem da evolução conceitual no contexto da normalização da sociedade
1.2 O modelo social e a neurodiversidade
1.3 Abrangência
1.4 A neurodiversidade em números
1.5 O trabalho e a neurodiversidade
1.6 Interesse público e a inclusão de neurodivergentes no mercado de trabalho
1.7 Obstáculos à inclusão no mercado de trabalho
1.8 Programas de neurodiversidade no mercado de trabalho
1.8.1 Universidade de Stanford
1.8.2 Austrália
1.8.3 Projeto CooTEA
1.8.4 Specialisterne
CAPÍTULO 2 - Conjunto Normativo Antidiscriminação
2.1 Conceito
2.2 Conceito de discriminação
2.2.1 Discriminação negativa
2.2.2 Discriminação positiva
2.3 Conjunto normativo antidiscriminatório
2.3.1 Normas constitucionais
2.3.2 Legislação infraconstitucional e o caminho até as políticas afirmativas
2.3.3 Normas internacionais
2.3.3.1 Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos
2.3.3.2 Deveres dos Estados
2.3.3.3 O Estado brasileiro e a justiciabilidade na implementação de uma política pública de inclusão de pessoas neurodiversas
2.3.3.4 Deveres das empresas
2.3.4 Transtorno do espectro autista: legislação
2.3.4.1 Pessoa com deficiência e neurodiversidade: uma distinção necessária
2.4 Neurodiversidade e a Justiça do Trabalho
CAPÍTULO 3 - Princípios de Inclusão de Neurodivergentes no Mercado de Trabalho
3.1 Princípio do planejamento
3.2 Princípio do acesso
3.3 Princípio da individualização ou personalização
3.4 Princípio da comunicação adequada
3.5 Princípio da inclusão ambiental
3.6 Princípio da manutenção ou retenção
Considerações Finais
Referências
Apêndice A: Revisão Bibliográfica