A tutela trabalhista do alto escalão deixou de caber nas fórmulas tradicionais. Quando diretores, gerentes e executivos discutem vínculo de emprego, a controvérsia se concentra em um ponto: existe, ou não, subordinação jurídica em quem exerce poder de gestão dentro da empresa?
Esta obra enfrenta a questão de frente e propõe uma releitura do conceito clássico, formulando a tese da subordinação jurídica gerencial. A partir dela, o autor demonstra que o alto empregado não escapa da lógica protetiva do Direito do Trabalho, mas se insere em uma modalidade própria, marcada pela transferência parcial dos riscos do negócio e pela intensa integração à estrutura empresarial.
Ao longo da análise, o leitor encontra:
Mais do que descrever a controvérsia, o trabalho oferece fundamento teórico e empírico para sustentar o vínculo em casos concretos, dando ao profissional argumentos consistentes para atuar em um cenário jurisprudencial adverso.
Se você atua com matéria trabalhista, já percebeu que as ações envolvendo diretores, gerentes e executivos seguem uma lógica própria. O poder de mando exercido por esses profissionais tem sido usado como argumento para afastar a subordinação e, com ela, o próprio vínculo de emprego. O resultado é um campo cinzento, no qual a proteção trabalhista recua justamente onde a integração à empresa é mais intensa.
Esta obra parte desse impasse para propor uma resposta técnica e original. Em vez de aceitar que o alto empregado está acima da lógica da subordinação, o autor sustenta que ele se encontra em uma nova forma dela, aqui denominada subordinação jurídica gerencial. Trata-se de um vínculo marcado pela transferência parcial dos riscos do negócio ao profissional e pela absorção completa deste na estrutura de poder da empresa.
A construção é feita com rigor doutrinário e diálogo interdisciplinar. Sem abrir mão da dogmática trabalhista, o trabalho incorpora contribuições da Administração, da Sociologia, da Psicologia e da Filosofia do Direito para descrever a pressão por desempenho, a exposição estratégica e a vulnerabilidade específica de quem ocupa o alto escalão corporativo.
A obra desenvolve, entre outros pontos:
No plano prático, a leitura entrega ao advogado um repertório argumentativo consistente para sustentar ou afastar o vínculo de emprego em casos que envolvem cargos de direção. No plano estratégico, oferece uma chave de leitura para enfrentar a jurisprudência recente do Supremo Tribunal Federal, que tem deslocado esses litígios para fora da Justiça do Trabalho. Compreender a subordinação gerencial é, nesse contexto, condição para postular com segurança em um terreno cada vez mais disputado.
A retração da tutela trabalhista e o avanço das formas de contratação flexível deram nova urgência ao tema. Ao mesmo tempo em que cresce a pejotização e se multiplicam os contratos de gestão, o Judiciário oscila entre reconhecer e negar a proteção a quem trabalha no topo da hierarquia empresarial. A obra situa esse debate no ponto exato em que doutrina e jurisprudência ainda se constroem, oferecendo base sólida para acompanhar sua evolução.
Destina-se a advogados trabalhistas e consultores jurídicos, magistrados e membros do Ministério Público do Trabalho, professores, pesquisadores e estudantes de Direito, além de profissionais de Recursos Humanos, gestores jurídicos corporativos e executivos que precisam compreender os contornos de seus próprios contratos.
A obra analisa as decisões recentes do STF sobre altos empregados?
Sim. As Reclamações Constitucionais nºs 56.285, 60.347 e 47.843 são examinadas em detalhe, com crítica fundamentada aos argumentos que têm afastado a competência da Justiça do Trabalho.
O que é a subordinação jurídica gerencial?
É a tese central do trabalho: uma modalidade de subordinação adaptada à realidade de diretores, gerentes e executivos, caracterizada pela transferência parcial dos riscos do negócio e pela intensa integração à estrutura empresarial.
O livro adota uma abordagem interdisciplinar?
Sim. A análise jurídica é enriquecida por aportes da Administração, da Sociologia e da Psicologia, o que permite compreender a vulnerabilidade e a exposição do profissional de alto escalão.
A Reforma Trabalhista de 2017 é discutida?
Sim. A obra examina como a flexibilização das relações de trabalho influenciou a retração da proteção jurídica aplicada aos altos empregados.
É uma leitura indicada para quem atua no contencioso trabalhista?
Sim. O conteúdo oferece fundamentos teóricos e empíricos diretamente aplicáveis à discussão do vínculo de emprego em casos que envolvem cargos de gestão.
A discussão sobre a subordinação de diretores e executivos está longe de encerrada, e cada caso exige argumentos à altura da controvérsia. Esta obra coloca ao seu alcance uma leitura crítica, atual e tecnicamente rigorosa do tema. Garanta o seu exemplar e conduza esses litígios com a profundidade que eles exigem.
Apresentação
Introdução
Capítulo 1 - Uma Nova Lógica para o Direito do Trabalho
Capítulo 2 - Uma Breve Teoria para o Direito do Trabalho
Capítulo 3 - A Subordinação Jurídica Enquanto Elemento Central
Capítulo 4 - Altos Empregados: Conceito e Elementos Centrais
Capítulo 5 - A Subordinação Jurídica Gerencial
Conclusão
Referências