Ao completar vinte anos, a Lei 11.101/2005 deixou de ser novidade legislativa para se firmar como o eixo em torno do qual gravita toda a atuação em crise empresarial. Quem milita em recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência sabe que o texto legal, sozinho, não responde às controvérsias que surgem no processo real.
Esta obra coletiva reúne magistrados, doutrinadores e profissionais de referência para examinar, com profundidade técnica e olhar prático, as questões que efetivamente decidem o rumo de um processo de insolvência. Não se trata de repetir a lei, mas de enfrentar suas zonas de tensão, iluminadas pela jurisprudência dos tribunais superiores e pelas mudanças trazidas pela Lei 14.112/2020.
Ao longo dos capítulos, você encontrará análise de temas como:
Para o profissional que precisa sustentar teses e antecipar decisões, dominar essas discussões é o que separa a atuação segura da mera improvisação diante do juízo.
Se você atua com crise empresarial, conhece a distância que separa o texto da lei da complexidade do caso concreto. Vinte anos de vigência da Lei 11.101/2005 consolidaram institutos, mas também revelaram controvérsias que a jurisprudência ainda constrói e que a reforma da Lei 14.112/2020 apenas começou a equacionar.
Esta obra coletiva nasce dessa constatação. Coordenada pelo Ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro e por profissionais de destacada experiência no tema, reúne magistrados, professores, advogados e administradores judiciais para examinar, capítulo a capítulo, os pontos em que o processo de insolvência efetivamente se decide.
Mais do que uma exposição teórica, o trabalho conecta doutrina, prática e jurisprudência dos tribunais superiores, oferecendo ao leitor um panorama qualificado da recuperação judicial, da recuperação extrajudicial e da falência tal como aplicadas hoje. É a leitura de quem precisa fundamentar teses, orientar clientes e decidir com segurança.
A coletânea contempla, entre outros:
No processo de insolvência, cada tese mal sustentada compromete a satisfação de créditos ou a preservação da atividade produtiva. Ao reunir a leitura de quem julga e de quem litiga, a obra oferece argumentos sólidos para enfrentar as questões mais sensíveis, da classificação de créditos à realização do ativo. Para o profissional, isso significa atuar com base firme, e não apenas reagir ao que a parte contrária propõe.
A reforma promovida pela Lei 14.112/2020 deslocou o eixo do sistema, do modelo punitivo para o da preservação econômica da empresa viável. Esse movimento redefiniu o papel do financiamento ao devedor, da negociação extrajudicial e da regularidade fiscal, temas ainda em amadurecimento nos tribunais. Compreender como essas peças se articulam, duas décadas após a edição da lei, é indispensável para quem pretende atuar com atualidade.
Destina-se a advogados empresariais, magistrados, administradores judiciais, membros do Ministério Público, professores, empresários e pós-graduandos em direito empresarial que precisam compreender e aplicar o regime de insolvência com rigor técnico e visão prática.
A obra considera as mudanças da Lei 14.112/2020?
Sim. A reforma é referência transversal em toda a coletânea, especialmente nos capítulos sobre financiamento do devedor, arbitragem e negociações extrajudiciais.
Trata tanto de recuperação quanto de falência?
Sim. Os capítulos percorrem a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência, inclusive a convolação de uma em outra.
Aborda o crédito tributário e a regularidade fiscal?
Sim. Há análise específica do crédito tributário, da certidão fiscal e da exigência de regularidade para a concessão da recuperação judicial.
É útil para quem atua com agronegócio?
Sim. Um dos capítulos examina a recuperação judicial no agronegócio e o uso oportunista do instituto, tema de crescente relevância.
O conteúdo dialoga com a jurisprudência dos tribunais superiores?
Sim. Diversos capítulos partem de precedentes do STJ e do STF para orientar a interpretação e a aplicação da lei.
Vinte anos de jurisprudência e prática condensados na análise de quem conhece o processo de insolvência por dentro. Tenha ao seu lado o repertório necessário para argumentar, decidir e proteger o interesse do seu cliente diante do juízo.
A responsabilidade do administrador de empresas (ME e EPP) no processo de falência
Par conditio creditorum e a classificação de créditos na moderna legislação falimentar
Crédito tributário na recuperação judicial e falência de empresas brasileiras
A utilização dos métodos autocompositivos no regime de insolvência
O fim do preço vil: análise econômica do direito na venda de ativos nos processos de insolvência
O procedimento arbitral nos planos da recuperação judicial e da falência
Aplicação da lei para agentes econômicos
A tutela de urgência do art. 20-B, § 1º, da Lei 11.101/05
Financiamento do devedor na recuperação judicial: desafios e possibilidades
A necessidade de regularidade fiscal de empresas para manutenção do processo de recuperação judicial
Impontualidade como suporte fático da falência
O litisconsórcio ativo na recuperação judicial: facultativo ou necessário, quando identificada a existência de disfunção societária?
Devido processo legal na execução trabalhista: desdobramentos do Tema 1232 da Repercussão Geral do STF
Liability management e negociações extrajudiciais
A realização do ativo na falência
As causas legais de convolação da recuperação judicial em falência
O STJ e a recuperação judicial: certidões negativas e parcelamento tributários
A certidão fiscal como condição para a concessão de recuperação judicial
Recuperação judicial no agronegócio brasileiro: a verificação da efetiva crise econômico-financeira e o uso oportunista do instituto
A venda de ativos intangíveis nos processos de falência e recuperação judicial e a incidência da legislação antitruste
Sobreposição a objeções de credores: hipóteses admitidas pela jurisprudência do STJ
A exclusividade do método de balanço de determinação na apuração de haveres: análise do REsp nº 1.877.331/SP
A relação simbiótica da desconsideração da personalidade jurídica e a recuperação judicial de empresas
Arbitragem na lei de recuperação e falência: impactos após as alterações da Lei nº 14.112/2020