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Há um momento, na vida de toda holding familiar, em que a estrutura para de importar e o contrato passa a decidir tudo. É no inventário do patriarca, no divórcio do herdeiro, no impasse entre dois ramos da família que se descobre o que o acordo de sócios realmente pactuou — ou deixou de pactuar. Quando a redação foi cuidadosa, ela atravessa décadas sem ser questionada. Quando foi apressada, torna-se o primeiro alvo de qualquer divergência.
Esta obra parte exatamente desse ponto. Em vez de explicar como constituir uma holding, dedica-se ao que decide o seu destino: a cláusula que vai ao registro, redigida palavra por palavra.
Cada tema é tratado com a cláusula-modelo, o comentário linha a linha, o ataque típico que ela sofre em juízo e a jurisprudência do STJ e do STF que resolve a questão — conectando, em um único arranjo, os planos societário, sucessório e tributário que a prática costuma separar.
O resultado é um material que fortalece a segurança técnica de quem redige e defende essas estruturas, e oferece repertório atualizado para os pontos que mais litigam. Para o profissional que atende famílias com patrimônio relevante, é a diferença entre administrar o conflito depois que ele aparece e antecipá-lo na origem, quando ainda há lucidez para escolher.
A obra contempla:
Dominar a redação desses instrumentos deixou de ser refinamento e passou a ser condição de uma atuação segura — sobretudo num cenário tributário que se move rápido e torna obsoletas as estruturas montadas sob as regras anteriores. Quem detém esse repertório não apenas reduz risco: posiciona-se diante do cliente com a autoridade de quem antecipa o problema antes que ele custe caro. É esse o valor que a obra coloca ao alcance de quem a tem por perto.
Toda holding familiar é montada para proteger o patrimônio. Quase nenhuma é redigida para sobreviver ao próprio sócio. É nessa fronteira — entre a estrutura que se constitui numa tarde e o contrato que decide o destino da família por décadas — que esta obra se situa.
Nesta obra, o foco não está em como constituir uma holding, tema já amplamente coberto pela literatura existente, mas na redação contratual que organiza a estrutura por dentro. O organograma é o cenário; o acordo de sócios, a doação com reserva de usufruto e o pacto antenupcial do herdeiro é que formam o roteiro — o documento que define quem vota, quem recebe, quem entra, quem sai e quem paga. Quando esse roteiro silencia, não é a estrutura que preenche a lacuna: é o conflito.
Com uma abordagem original, o trabalho parte da cláusula que efetivamente vai ao registro e a examina palavra por palavra. Cada capítulo traz a cláusula-modelo em destaque, o comentário linha a linha, o ataque típico que ela sofre em juízo, a defesa que a sustenta e a jurisprudência que decide a questão. O resultado é um material que começa onde os manuais terminam: na redação concreta, pronta para ser adaptada ao caso real.
Além disso, a obra conecta três planos que costumam ser tratados isoladamente — o societário, o sucessório e o tributário —, demonstrando como a cláusula de apuração de haveres dialoga com a doação com reserva de usufruto, com o regime de bens do herdeiro e com a reforma tributária já em vigor. É essa visão integrada que distingue o acordo que resolve o problema do acordo que apenas o adia.
Ao longo de seus capítulos, a obra consolida os pontos que mais litigam na prática da holding familiar. O leitor encontrará:
A distinção entre o acordo de quotistas e o acordo de acionistas, a eficácia do instrumento perante a sociedade e a execução específica das obrigações, além de uma engenharia de governança com matérias reservadas e quóruns calibrados — capazes de proteger o patrimônio sem paralisar a administração.
O tratamento completo dos mecanismos de circulação — direito de preferência, lock-up, tag along e drag along — voltados a manter o patrimônio dentro da família, ao lado das soluções de impasse (deadlock), buy-sell e dissolução parcial que evitam a paralisia decisória.
A análise da saída, da retirada e da morte do sócio com foco no ponto em que a redação se converte em valor: a apuração de haveres. A obra traz o critério que afasta o regime supletivo mais oneroso, ancorado na jurisprudência consolidada do STJ, e o procedimento de exclusão que resiste à impugnação.
Em complemento, o trabalho conecta o acordo de sócios à doação de quotas com reserva de usufruto, às cláusulas restritivas, ao regime de bens e ao pacto antenupcial do herdeiro — o arranjo integrado que sustenta a sucessão.
A obra contempla, ainda, a releitura da estrutura à luz das mudanças mais recentes: a integralização de imóveis e o ITBI sob o Tema 796 do STF e a Lei Complementar 227/2026; o ITCMD progressivo após a Emenda Constitucional 132/2023; e o novo regime de tributação de lucros e dividendos instituído pela Lei 15.270/2025 — atualizações que alteram, na essência, o cálculo de qualquer planejamento montado sob as regras anteriores.
O material não se posiciona como leitura complementar, mas como instrumento de atuação. No plano prático, oferece cláusulas redigidas para adaptação ao caso concreto, o que reduz o tempo de elaboração e o risco de redação vulnerável. No plano estratégico, propõe o diferencial de antecipar o conflito na fase de constituição, em vez de administrá-lo depois, quando o custo já se multiplicou.
Por outro lado, há o valor de consulta. Cada capítulo registra a legislação aplicável e a jurisprudência relevante do STJ e do STF de forma verificável, o que torna a obra uma fonte confiável de atualização — particularmente diante de um cenário tributário em rápida transformação.
A holding familiar deixou de ser exceção e se tornou rotina na prática brasileira. Com isso, o erro de redação também se tornou rotineiro — e costuma aparecer anos depois, no inventário, no divórcio ou no litígio entre ramos da família, quando já não há como corrigir. A reforma tributária acrescentou urgência: estruturas desenhadas sob a premissa da isenção de dividendos e sob as regras anteriores de ITBI e ITCMD precisam ser revisitadas. Nesse contexto, uma obra que trata a redação contratual com precisão e a conecta ao quadro normativo vigente ocupa um espaço que poucas publicações preenchem.
A obra é dirigida a:
Não. O foco é a redação contratual que organiza a estrutura por dentro — acordo de sócios, doação com reserva de usufruto, cláusulas restritivas e instrumentos correlatos. Pressupõe-se que o leitor já domine a escolha do tipo societário e a mecânica da constituição.
Sim. A obra incorpora a Emenda Constitucional 132/2023, a Lei Complementar 214/2025, a Lei Complementar 227/2026 e a Lei 15.270/2025, analisando seus reflexos sobre integralização, ITBI, ITCMD e a tributação de lucros e dividendos na holding familiar.
Sim. Cada capítulo apresenta cláusula-modelo em destaque, acompanhada de comentário linha a linha. Os modelos servem de ponto de partida qualificado e devem ser adaptados a cada caso concreto.
Sim. A redação é desenvolvida predominantemente para a holding constituída como sociedade limitada, com indicação expressa das adaptações aplicáveis à sociedade anônima sempre que a cláusula muda.
Sim. Além das cláusulas-modelo, a obra reúne o ataque típico a cada cláusula, a defesa correspondente e a jurisprudência do STJ e do STF que decide a matéria, funcionando como fonte de consulta para a prática avançada.
Sim. É um dos eixos centrais da obra, com o critério que afasta o regime supletivo mais oneroso, a forma e o prazo de pagamento, as garantias e o diálogo com a jurisprudência consolidada do STJ.
Mais do que uma leitura, o Acordo de Sócios na Holding Familiar propõe-se como referência de trabalho para quem redige, revisa e defende as estruturas patrimoniais das famílias empresárias. Ao reunir cláusulas comentadas, modelos aplicáveis e jurisprudência atualizada em um único material, a obra oferece o repertório técnico que sustenta decisões mais seguras no cotidiano profissional. Conheça o conteúdo completo e veja como ele pode integrar a sua rotina de atuação.
Enxuta. Não é manual de holding; é a base que sustenta o resto.
O coração do livro.
Contratos por natureza, que não cabem nos manuais de holding ou de contratos empresariais.
Onde os contratos se multiplicam e o erro custa caro.
O gancho de timing. O que nenhum livro existente cobre — e o que dá urgência comercial agora.
Capítulo I — Disposições Gerais
Capítulo II — Governança e Administração
Capítulo III — Deliberações e Quóruns
Capítulo IV — Circulação de Quotas
Capítulo V — Saída, Resolução e Exclusão
Capítulo VI — Disposições Familiares e Sucessórias
Capítulo VII — Obrigações de Conduta
Capítulo VIII — Aportes, Mútuos e Representação
Capítulo IX — Operações com Imóveis da Sociedade
Capítulo X — Disposições Finais
Escritura Pública de Doação de Quotas com Reserva de Usufruto Vitalício e Cláusulas Restritivas
Cláusulas Restritivas
Cláusulas Gerais
Em breve..