A Emenda Constitucional nº 80/2014 redesenhou o lugar da Defensoria Pública no Estado democrático de direito. Onze anos depois, o profissional que atua com o sistema de justiça precisa compreender, com profundidade, o que mudou na arquitetura institucional e o que ainda está em disputa.
Reunindo defensoras, defensores e estudiosos de diferentes regiões do país, esta obra coletiva oferece uma leitura técnica e socialmente comprometida sobre o papel da instituição na garantia de acesso real à justiça para a população em situação de vulnerabilidade.
Ao longo dos capítulos, você encontrará:
Mais do que um retrato institucional, a obra é um instrumento de trabalho para quem entende que fortalecer a Defensoria Pública é fortalecer a própria democracia.
Se você atua na defesa de quem mais precisa do sistema de justiça, sabe que a Defensoria Pública deixou de ser coadjuvante na estrutura do Estado. A Emenda Constitucional nº 80/2014 firmou princípios, autonomia e função essencial à justiça, mas a efetivação desse desenho constitucional ainda enfrenta resistências concretas no orçamento, na cultura institucional e na prática forense.
Esta obra coletiva enfrenta esse intervalo entre a norma e a realidade. Organizada por Jaime Leônidas Miranda Alves e Júlia Lordêlo Travessa, reúne contribuições de defensoras, defensores e pesquisadores de diferentes regiões, com prefácio de Maurílio Casas Maia e posfácio de Patrícia Kettermann, oferecendo um panorama plural e tecnicamente denso sobre os onze anos da EC nº 80.
O resultado é um material que conecta teoria constitucional, política pública e atuação cotidiana, sem perder o compromisso com a população em situação de vulnerabilidade. Cada capítulo parte de um problema real e o devolve ao leitor como ferramenta de argumentação e de atuação estratégica.
Para o profissional que precisa sustentar a legitimidade da instituição em juízo, planejar atuação coletiva ou compreender os rumos da Defensoria Pública no cenário atual, a obra funciona como referência de consulta e de fundamentação.
A coletânea reúne, entre outros, os seguintes eixos:
No plano prático, a obra oferece fundamentos atualizados para sustentar a intervenção da Defensoria em hipóteses sensíveis, como a condição de custos vulnerabilis e a tutela de grupos historicamente excluídos. No plano estratégico, fornece base teórica e empírica para a atuação coletiva, para a interlocução institucional e para a defesa do próprio orçamento da instituição. Conhecer esses argumentos é ampliar a capacidade de proteger direitos com técnica e consistência.
Em um país marcado por desigualdades sociais, econômicas e informacionais, a Defensoria Pública é, para milhões de pessoas, a única porta de entrada efetiva ao sistema de justiça. Compreender os avanços e as lacunas da EC nº 80/2014 é essencial para quem deseja atuar na linha de frente do acesso à justiça e contribuir para o fortalecimento das instituições democráticas.
Destina-se a defensoras e defensores públicos, advogados, magistrados, membros do Ministério Público, professores, pesquisadores e estudantes interessados em direito constitucional, processo penal, direitos humanos e acesso à justiça, além de candidatos a concursos da Defensoria Pública que buscam densidade teórica e visão de atuação institucional.
A obra trata especificamente da Emenda Constitucional nº 80/2014?
Sim. Os capítulos tomam a EC nº 80/2014 como marco e analisam, sob diferentes ângulos, os avanços alcançados e os desafios ainda pendentes de efetivação.
É um livro de autor único ou uma coletânea?
Trata-se de uma obra coletiva, organizada por Jaime Leônidas Miranda Alves e Júlia Lordêlo Travessa, com a participação de diversos autores de diferentes regiões do país.
Aborda a atuação da Defensoria Pública no processo penal?
Sim. Há capítulos dedicados à atuação como custos vulnerabilis, à garantia objetiva da ampla defesa, ao standard probatório no Tribunal do Júri e à atuação na infância e juventude.
Serve para quem estuda para concursos da Defensoria Pública?
Sim. A obra reúne fundamentos teóricos, dados e perspectivas de atuação úteis tanto para a preparação aprofundada quanto para a prática profissional.
O conteúdo é apenas teórico?
Não. Os textos articulam fundamentação teórica com análise de casos concretos e experiências institucionais, voltados à aplicação prática.
Compreender a Defensoria Pública após a EC nº 80/2014 é compreender o coração do acesso à justiça no Brasil. Garanta agora o seu exemplar e tenha em mãos uma referência sólida para sustentar argumentos, planejar atuação e ampliar o seu impacto na defesa de direitos fundamentais.
Política Nacional de Tratamento Adequado e Solução Consensual dos Conflitos da Defensoria Pública
Defensoria Pública e o Sistema Brasileiro de Justiça Multiportas
Desafios para a Implementação da Defesa Integral da População Vulnerável de uma Perspectiva Feminista e Antirracista
A Defensoria Pública na Fronteira entre a Política e o Direito: por uma Instituição Contracolonialista
A Plena Efetivação da Emenda Constitucional n. 80/2014 como Instrumento de Concretização das Políticas Públicas Reivindicadas pelo Movimento Negro
Estratégias Antirracismo Institucional na Defensoria Pública: Rumo a uma Lógica Decolonial Pós-EC n. 80/2014
Funções da Defensoria Pública Decolonial na Efetivação do Direito Fundamental à Consulta e Consentimento dos Povos Indígenas, Quilombolas e Tradicionais no Brasil
Poranga Pesika! Por uma Defensoria Pública Intercultural
Cartografias das Desigualdades Raciais: a Defensoria Pública como Produtora de Dados para Enfrentamento e Reparação
Como o Racismo é Compreendido nas Escolas? Análise a partir da Experiência Formativa com Professores em uma Escola Estadual na Zona Leste de São Paulo
A Construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, Efeitos entre Populações Tradicionais de Quilombos e a Atuação da Defensoria Pública
A Defensoria Pública como Instituição-Garantia da Dimensão Objetiva da Ampla Defesa no Processo Penal
A Defensoria Pública na Condição de Custos Vulnerabilis no Processo Penal: Aspectos da Legitimidade e da Necessidade de Intervenção
A Garantia de um Standard Mínimo de Provas no Tribunal do Júri
A Atuação da Defensoria Pública como Vetor Democrático na Área da Infância e da Juventude
A Atuação Estratégica da Defensoria Pública no Superior Tribunal de Justiça
A Ouvidoria Externa como Expressão e Instrumento da Efetiva Democratização da Defensoria Pública
Luiz Gonzaga Pinto da Gama: o Defensor Público Número Um do Brasil
Entre a Emenda e a Espera: o Descumprimento do Art. 98, § 1º, do ADCT e a Falta de Transparência Orçamentária
Posfácio