Navalha Debaixo da Língua - Transfobia Estrutural e (Re)inserção Laboral das Egressas após o Cárcere (2026)

Edição: 1ª Edição
Publicação: 08/2026
Páginas: 187
Capa: Brochura
Peso: 0,311g
Dimensões: 16x23cm

A pessoa que atua com direitos fundamentais sabe que a exclusão raramente começa na cela e quase nunca termina no portão da prisão. Esta obra oferece a você o repertório teórico e jurídico para compreender como a transfobia estrutural atravessa toda a trajetória de mulheres trans e travestis, antes, durante e depois do cárcere.

Escrita a partir do diálogo entre o Direito do Trabalho, o Direito Penal, a Criminologia e os direitos humanos, a obra examina como a ruptura de vínculos, o estigma criminal e a seletividade penal se somam para bloquear o acesso ao trabalho digno das egressas do sistema prisional.

Ao longo da leitura, você encontrará:

  • O letramento social, jurídico e de gênero como instrumento de reconhecimento e cidadania
  • A dignidade da pessoa humana aplicada à identidade das mulheres trans e travestis
  • Os corpos inteligíveis e os corpos abjetos na perspectiva do reconhecimento como sujeito de direitos
  • As barreiras de ingresso no mercado formal de trabalho
  • A prostituição compulsória como meio de subsistência diante da exclusão
  • O cenário pré-cárcere das identidades transfemininas
  • A realidade da privação de liberdade e a barbárie produzida pela transfobia estrutural
  • A falsa liberdade das egressas e a informalidade como segunda pele
  • A cisnormatividade, a passabilidade e a abjeção examinadas criticamente
  • O trabalho como fonte de dignidade, pertencimento e cidadania

Mais do que descrever a exclusão, a obra propõe uma leitura crítica dos limites e das potencialidades do Direito na efetivação da igualdade material. Para quem precisa fundamentar decisões, pareceres e políticas com solidez, dominar este conteúdo amplia a atuação e a sensibilidade jurídica.

Transfobia estrutural, cárcere e o direito ao trabalho digno

Quem trabalha com execução penal, relações de trabalho ou direitos humanos convive com um dado incômodo: para as mulheres trans e travestis, a exclusão não nasce com a condenação nem se encerra com o cumprimento da pena. Esta obra examina, com rigor e sensibilidade, como a discriminação estrutural se acumula ao longo de toda a trajetória dessas mulheres e compromete, de forma persistente, o acesso ao trabalho digno.

Fruto do diálogo entre o Direito do Trabalho, o Direito Penal, a Criminologia, o Direito Constitucional e os estudos de gênero, o trabalho reúne fundamentação teórica consistente e leitura crítica da realidade. Os autores conectam a norma à vivência concreta das egressas, mostrando como a privação de liberdade reproduz múltiplas violações e aprofunda as barreiras à reinserção social e laboral.

A partir da Constituição Federal e do princípio da dignidade da pessoa humana, a análise reivindica o reconhecimento da identidade e da cidadania da população transfeminina. Ao mesmo tempo, enfrenta as zonas de invisibilidade produzidas pela cisnormatividade, pela seletividade penal e pela informalidade que se impõe como única via de subsistência.

O resultado é uma leitura que amplia a compreensão do fenômeno e qualifica a atuação de quem lida, no cotidiano, com direitos fundamentais, diversidade e políticas de reinserção.

Principais temas abordados

A obra desenvolve, entre outros, os seguintes eixos:

  • O letramento social, jurídico e de gênero como caminho para a dignidade e o reconhecimento
  • O trabalho como espaço de reconhecimento e de cidadania
  • Corpos inteligíveis e corpos abjetos na definição de quem é sujeito de direitos
  • As barreiras de acesso ao emprego formal para trabalhadoras trans e travestis
  • A prostituição como meio de subsistência diante do fechamento de portas
  • O cenário pré-cárcere das identidades transfemininas
  • A vida dentro da prisão e a barbárie produzida pela transfobia estrutural
  • A falsa liberdade das egressas do sistema carcerário
  • A informalidade como segunda pele, do compulsório à sobrevivência

Por que dominar este conteúdo

No plano prático, a obra fornece fundamentos para pareceres, decisões, defesas e políticas públicas voltadas à população transfeminina egressa. No plano teórico, oferece um vocabulário crítico, cisnormatividade, passabilidade, abjeção, seletividade penal, reconhecimento, que permite nomear com precisão as engrenagens da exclusão. Compreender esses mecanismos é condição para atuar com efetividade na promoção da igualdade material.

A importância no cenário atual

O debate sobre diversidade, identidade de gênero e reinserção social ocupa posição central na agenda do sistema de justiça e das políticas públicas. Ignorar as interseções entre transfobia, encarceramento e trabalho é reproduzir, ainda que sem intenção, ciclos de marginalização. Esta obra oferece a base necessária para uma atuação informada, crítica e comprometida com a proteção integral dos direitos fundamentais.

Para quem é esta obra

Destina-se a magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos, advogados, servidores do sistema de justiça, gestores públicos e profissionais de execução penal, diversidade e relações de trabalho. Também interessa a professores, pesquisadores e estudantes de Direito, Criminologia, Ciências Sociais, Direitos Humanos e Políticas Públicas, bem como a profissionais de recursos humanos e organizações da sociedade civil dedicadas à empregabilidade e ao enfrentamento da discriminação institucional.

Perguntas frequentes

Quais áreas jurídicas a obra articula?
O trabalho conecta Direito do Trabalho, Direito Penal, Criminologia, Direito Constitucional e direitos humanos, com aporte dos estudos de gênero.

O livro trata apenas do período posterior ao cárcere?
Não. A análise percorre as exclusões vivenciadas antes, durante e depois da privação de liberdade.

A abordagem é teórica ou aplicada?
As duas dimensões se combinam. A obra reúne teoria crítica, fundamentos constitucionais, estudos de gênero e leitura da realidade concreta das egressas.

A quem a leitura se dirige em primeiro lugar?
A profissionais do sistema de justiça, gestores de políticas públicas e pesquisadores que atuam com execução penal, diversidade e relações de trabalho.

Por que o tema do trabalho é central na obra?
Porque o trabalho é tratado não apenas como fonte de subsistência, mas como instrumento de dignidade, pertencimento e cidadania.

Aprofunde sua atuação com base sólida

A exclusão que atinge as mulheres trans e travestis egressas se constrói por meio de práticas institucionais, econômicas e culturais que o Direito pode enfrentar. Esta obra coloca ao seu alcance o repertório para compreender e agir. Garanta o seu exemplar e amplie a profundidade da sua atuação em favor da igualdade material.

Introdução
Capítulo 1 - A Importância do Letramento Como Caminho para a Dignidade e o Reconhecimento Social
Capítulo 2 - Trabalho: as Esquinas Esquecidas
2.1 O Trabalho para Trans-formação: Espaço de Reconhecimento e de Cidadania
2.2 Quem Pode Ser Reconhecido Como Sujeito de Direitos? De Corpos Inteligíveis a Corpos Abjetos
2.3 "Não Há Vagas": Quando as Portas São Fechadas para Trabalhadoras Trans e Travestis
2.4 As Esquinas Esquecidas e a Prostituição Como Meio de Subsistência
Capítulo 3 - O Cenário Pré-cárcere para Identidades Transfemininas
3.1 A Vida Dentro da Prisão: Recortes da Barbárie Produzida no Cárcere pela Transfobia Estrutural
3.2 Um "Novo Mundo" e a Falsa Liberdade dos Egressos do Sistema Carcerário
Capítulo 4 - A Informalidade Como Segunda Pele: do Compulsório à Subsistência
4.1 A Exclusão Social Diante da Prostituição Compulsória e da Busca pela Própria Subsistência
4.2 E o Que Resta para Fora do Cárcere?
Referências Bibliográficas

R$ 108,00