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Descrição
Ref: LIV-STF-TRAB-26
Edição: 1ª Edição
Publicação: 06/2026
Páginas: 530
Capa: Brochura
Peso: 0,817g
Dimensões: 16x23cm

Se você atua no Direito do Trabalho e percebe como cada decisão do Supremo Tribunal Federal vem reconfigurando o terreno em que você sustenta suas teses, esta obra coloca em suas mãos a leitura crítica de que você precisa para enxergar o movimento por inteiro.

Fabiano Fernandes Luzes examina, com rigor constitucional e olhar institucional, a passagem de um modelo voltado à proteção social do trabalho para uma lógica individualizante, flexibilizadora e orientada por critérios de eficiência econômica, formulando a categoria de trabalhismo disruptivo como chave para compreender esse deslocamento.

Nestas páginas você encontrará:

  • O constitucionalismo civilizatório trabalhista construído a partir de 1988
  • A estrutura principiológica e os elementos fático-jurídicos do vínculo de emprego
  • O trabalho inserido na esfera dos Direitos Humanos
  • A informalização das relações e a fratura dos conceitos clássicos
  • A reforma trabalhista de 2017 e a desconstrução do sistema regulatório
  • A teoria da captura aplicada ao sistema de proteção dos direitos sociais
  • A construção do racional decisório no interior do STF
  • O peso da atuação monocrática e do consequencialismo na formação das decisões
  • A sistemática de fechamento de portas ao Judiciário Trabalhista
  • Os efeitos exolaborais e a contradição protetiva da democracia material

Para o profissional que precisa antecipar rumos e fundamentar posições diante de uma jurisprudência em transformação, a obra entrega a base teórica e crítica necessária para atuar com segurança.

O STF como protagonista silencioso da transformação do Direito do Trabalho

Poucos profissionais do Direito do Trabalho deixaram de sentir, nos últimos anos, o impacto das decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a forma como se interpretam vínculos, direitos e limites da tutela laboral. O que antes parecia um arcabouço estável, sustentado pela Constituição de 1988, passou a ser tensionado por interpretações que deslocam o eixo da proteção social para a racionalidade econômica.

Nesta obra, Fabiano Fernandes Luzes enfrenta esse fenômeno com profundidade acadêmica e rigor crítico. O autor reconstrói a trajetória do constitucionalismo civilizatório trabalhista, mostra como a reforma de 2017 abriu caminho para a informalização das relações e examina de que modo o STF, ao decidir, redefine as próprias bases do sistema trabalhista brasileiro.

Mais do que descrever decisões, o trabalho investiga a lógica que as orienta: os critérios decisórios, o peso da atuação monocrática, o utilitarismo consequencialista e a análise econômica do Direito que passam a habitar o interior da Corte. É dessa investigação que nasce a categoria central da obra.

O conceito de trabalhismo disruptivo funciona como chave interpretativa para compreender o deslocamento de um paradigma coletivo-protetivo para uma lógica individualizante e flexibilizadora, sem que a obra abandone seu compromisso com a dignidade humana e com a preservação de um mínimo civilizatório.

Principais temas abordados

A obra desenvolve:

  • O constitucionalismo civilizatório trabalhista a partir de 1988 e seus fundamentos principiológicos
  • Os elementos fático-jurídicos e estruturais que caracterizam o vínculo de emprego
  • O trabalho como dimensão dos Direitos Humanos e dos direitos fundamentais sociais
  • A estruturação organizacional, financeira e normativa do arcabouço sindical brasileiro
  • A informalização das relações de trabalho e a fratura dos conceitos clássicos
  • A teoria da captura do sistema de proteção dos direitos sociais
  • A reforma trabalhista de 2017 e a concretização do trabalhismo disruptivo
  • A construção do racional decisório no interior do STF e a relativização da colegialidade
  • O consequencialismo decisório e a Análise Econômica do Direito
  • A sistemática de restrição ao acesso à Justiça do Trabalho e os efeitos exolaborais

Por que dominar este conteúdo

No plano prático, compreender a racionalidade que move o STF em matéria trabalhista significa estar preparado para antecipar interpretações, calibrar teses e sustentar com solidez argumentos sobre acesso à justiça, competência e proteção social. No plano estratégico, a obra oferece repertório para enxergar tendências antes que se consolidem em jurisprudência. Dominar esse debate é atuar à frente de uma transformação que já redesenha o cotidiano forense.

A importância no cenário atual

Em um momento de informalização crescente e de reinterpretação dos limites da tutela trabalhista, ignorar o papel do Supremo é perder de vista o vetor mais decisivo da mudança. A obra situa o leitor exatamente nesse ponto de inflexão, conectando os fundamentos constitucionais de 1988 às decisões que hoje os tensionam, e oferece um vocabulário crítico para nomear e analisar esse processo.

Para quem é esta obra

Destina-se a advogados trabalhistas, magistrados, membros do Ministério Público do Trabalho, servidores da Justiça do Trabalho, professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação que desejam compreender, com profundidade, os rumos do Direito do Trabalho diante das transformações institucionais e interpretativas contemporâneas. É também leitura relevante para quem investiga as relações entre Direito Constitucional, atuação do STF, direitos sociais e democracia.

Perguntas frequentes

O livro analisa decisões do STF em matéria trabalhista?
Sim. A obra examina criticamente o protagonismo do Supremo Tribunal Federal e a forma como suas decisões redefinem as bases do sistema trabalhista brasileiro.

O que significa trabalhismo disruptivo?
É a categoria desenvolvida pelo autor para compreender o deslocamento de um paradigma coletivo-protetivo para uma lógica individualizante, flexibilizadora e orientada por critérios de eficiência econômica.

A obra aborda a Constituição de 1988?
Sim. A proteção constitucional do trabalho e os direitos fundamentais sociais a partir de 1988 são um dos eixos centrais da análise.

O livro trata da reforma trabalhista de 2017?
Sim. O autor analisa os efeitos da reforma sobre a principiologia, os elementos do vínculo e o sistema regulatório e sindical.

A leitura tem enfoque apenas teórico?
Não. Embora tenha forte base constitucional e acadêmica, a obra oferece reflexões concretas sobre os impactos das decisões judiciais e das transformações institucionais.

A quem a obra é mais útil?
A profissionais e pesquisadores que precisam compreender e antecipar os rumos do Direito do Trabalho diante da atuação do STF e das mudanças no sistema de proteção social.

Compreenda a transformação antes que ela se consolide

O Direito do Trabalho brasileiro vive um ponto de inflexão, e a atuação do STF está no centro dele. Esta obra coloca ao seu alcance a leitura técnica e crítica necessária para interpretar, sustentar e antecipar esse movimento. Garanta agora o seu exemplar e atue com segurança diante de um dos debates mais decisivos do Direito do Trabalho contemporâneo.

Introdução

Capítulo 1 - O Constitucionalismo Civilizatório Trabalhista a Partir de 1988
1.1 A construção de um arranjo civilizatório pautado no reconhecimento de vínculos formais de emprego como elemento central de dignificação
1.1.1 A estrutura principiológica que subsidia o Direito do Trabalho
1.1.2 Os elementos fático-jurídicos que caracterizam a existência do vínculo trabalhista
1.1.3 A existência de elementos e conceitos estruturais ao trabalho
1.2 O elemento trabalho inserido na esfera dos Direitos Humanos
1.3 O alcance do constitucionalismo civilizatório trabalhista em 1988
1.3.1 A construção de um sistema regulatório trabalhista
1.3.2 A estruturação organizacional e financeira do arcabouço sindical brasileiro
1.3.2.1 A esfera organizacional sindical
1.3.2.2 A capacidade de produção normativa autônoma pelos sindicatos
1.3.2.3 A possibilidade constitucional do exercício de autotutela sindical através do direito de greve
1.3.2.4 Um pensar crítico sobre o modelo sindical
1.3.3 A Justiça do Trabalho como locus para a negociação de impasses no interior da relação de trabalho

Capítulo 2 - O Disruptivo Trabalhista com a Reforma de 2017
2.1 O rompimento do pacto civilizatório: informalização das relações de trabalho e fratura dos conceitos clássicos
2.1.1 O reflexo da informalização sobre a Principiologia Trabalhista
2.1.2 O reflexo da informalização sobre os elementos fático-jurídicos
2.1.3 O reflexo da informalização sobre os elementos e conceitos estruturais ao trabalho
2.2 A captura do sistema de proteção dos direitos sociais
2.3 A reforma trabalhista de 2017 e a concretização do trabalhismo disruptivo
2.3.1 A desconstrução de um sistema regulatório trabalhista
2.3.2 A desestruturação do tripé de sustentação do arcabouço sindical brasileiro
2.3.3 O afastamento do fato social trabalho da Justiça do Trabalho
2.4 As consequências exolaborais decorrentes deste movimento em curso

Capítulo 3 - A Construção do Racional Decisório no Interior do Supremo Tribunal Federal
3.1 Dos fatores que viabilizam a atuação do STF
3.2 Da dinâmica formal da estruturação decisória
3.3 Da relativização da colegialidade: os impactos da atuação monocrática no resultado dos julgamentos
3.3.1 Da atuação monocrática extra autos
3.4 Dos critérios e elementos que norteiam a produção de decisões judiciais
3.4.1 Dos modelos de abordagem decisória
3.4.2 Dos elementos que podem limitar a produção de decisões
3.4.3 Do reflexo do dissenso na formação de decisões
3.4.4 Do utilitarismo consequencialista decisório e da Análise Econômica do Direito
3.5 Dos elementos de fragilização da legitimidade das Cortes quanto às suas decisões

Capítulo 4 - STF e um Olhar Opaco Sobre o Direito do Trabalho
4.1 Da imposição de um não acesso à justiça laboral
4.1.1 Da estruturação de uma sistemática de fechamento de portas ao Poder Judiciário Trabalhista
4.1.2 Limitação pelo viés individual
4.1.3 Limitação pelo viés coletivo
4.1.4 Limitação pelo viés da restrição de competência
4.2 Da lógica de individualização relacional, da ideologia desregulamentadora introjetada e da racionalidade econômica às avessas
4.3 Da contradição protetiva da democracia material através de sua perspectiva participativa

Conclusão

Referências