A senhora advoga em causas que tocam terras tradicionais, comunidades originárias ou a delicada fronteira entre o Direito posto e a cosmovisão de outro povo. Nesses processos, a diferença entre uma tese que convence e uma que se perde está, quase sempre, na compreensão técnica do laudo antropológico e do fundamento constitucional que o sustenta.
Esta obra reúne, com rigor acadêmico e aplicação prática, o encontro entre Direito, Antropologia e Direitos Humanos. A autora percorre a garantia existencial à terra indígena, o multiculturalismo como chave de leitura dos direitos fundamentais e o papel da perícia antropológica no processo, oferecendo instrumentos para argumentar com segurança perante o Judiciário.
Um material que amplia o repertório do profissional que atua onde o Direito precisa dialogar com outras formas de mundo.
Poucos temas exigem tanto do profissional do Direito quanto a defesa dos direitos indígenas. Não basta dominar a norma: é preciso compreender que a terra, para uma comunidade tradicional, não é patrimônio, é existência. Esta obra parte exatamente desse ponto de tensão e o transforma em fundamento jurídico sólido.
Fruto de pesquisa que alia Direito, Antropologia e Direitos Humanos, o trabalho oferece uma leitura interdisciplinar e madura sobre a garantia existencial à terra tradicional, o multiculturalismo como paradigma dos direitos fundamentais e o papel decisivo da perícia antropológica no processo judicial.
A autora, Giovanna Bolletta Perez, articula o debate constitucional interno com a proteção internacional dos povos originários, sem perder de vista a aplicação concreta: como o laudo antropológico é produzido, como ele é valorado pelo Judiciário e como a prova pericial se torna peça central nos processos de demarcação.
É uma leitura que fortalece a atuação de quem trabalha na fronteira entre o Direito e a diferença cultural.
Causas envolvendo direitos indígenas raramente se decidem apenas no texto da lei. Elas se decidem na capacidade do advogado de traduzir realidades culturais em fundamentos jurídicos e de dialogar com a prova pericial antropológica. Compreender como esse laudo se constrói e como o Judiciário o utiliza coloca o profissional em posição de vantagem argumentativa, seja na tutela de comunidades, seja em litígios fundiários complexos.
Com o debate sobre o marco temporal, a demarcação de terras e a proteção dos povos originários no centro das discussões constitucionais e internacionais, o profissional atualizado nessa matéria encontra terreno fértil de atuação. A obra oferece a base teórica e prática para acompanhar esse cenário com autoridade.
Advogados que atuam em direitos indígenas, direito constitucional, direitos humanos e questões fundiárias; membros do Ministério Público e da Defensoria; magistrados; peritos e antropólogos que dialogam com o processo judicial; e pesquisadores da área.
A obra trata da aplicação prática do laudo antropológico?
Sim. Um dos eixos centrais é justamente a perícia antropológica no processo: como o laudo é elaborado, como é utilizado pelo Poder Judiciário e seu peso na demarcação de terras.
O livro aborda o debate sobre o marco temporal?
Sim. Os elementos legislativos e a discussão em torno do marco temporal integram a análise sobre a garantia da terra tradicional.
É uma obra apenas teórica?
Não. A pesquisa combina fundamento acadêmico com relevância prática, unindo Direito, Antropologia e Direitos Humanos de forma aplicável à atuação processual.
Trata dos direitos indígenas no plano internacional?
Sim. Há tratamento específico dos direitos indígenas na seara internacional e de sua relação com a autodeterminação dos povos.
Preciso de formação em Antropologia para aproveitar o livro?
Não. O texto é dirigido ao profissional do Direito e conduz a interlocução com a Antropologia de modo acessível e tecnicamente preciso.
Qual o diferencial da abordagem?
A perspectiva multicultural, que recusa o direito como fenômeno regulatório universal e propõe compreender as comunidades indígenas a partir de suas próprias percepções.
Se a sua atuação alcança a proteção dos povos originários ou os litígios que envolvem terra e cultura, esta obra amplia o seu repertório e o coloca preparado para argumentar onde o Direito precisa escutar outras formas de mundo. Garanta o seu exemplar e leve essa densidade para a sua prática.
Resumo
Apresentação
Prefácio
Capítulo 1 — Garantia Existencial à Terra Tradicional Indígena na Atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário
1.1 Direito fundamental indígena e a intersecção com a autodeterminação dos povos
1.2 Direitos indígenas na seara internacional
Capítulo 2 — Multiculturalismo dos Direitos Humanos
2.1 Incidência dos direitos fundamentais em comunidades indígenas
2.2 Impossibilidade do direito como fenômeno regulatório universal
Capítulo 3 — A Perícia Antropológica no Processo
3.1 Poder Judiciário e a utilização do laudo antropológico
3.2 A prova pericial antropológica na demarcação de terras
3.3 Elaboração do laudo antropológico
Conclusão
Posfácio
Referências