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Descrição
Ref: LIV-IPC-VIT-26
Edição: 1ª Edição
Publicação: 01/2026
Páginas: 438
Capa: Brochura
Peso: 0,681g
Dimensões: 16x23cm

Quem conduz ou acompanha investigações de crimes contra mulheres sabe que o inquérito policial deixou de ser um rito meramente burocrático. Ele é, hoje, o primeiro filtro entre a dor da vítima e a resposta do Estado, e a forma como é instaurado e conduzido define se haverá justiça ou nova revitimização.

Esta obra examina o inquérito policial convencional como instrumento de tutela dos direitos das vítimas do gênero feminino, conectando a prática investigativa brasileira aos parâmetros fixados pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e por outros sistemas regionais de proteção. O resultado é uma leitura que une rigor doutrinário e aplicação concreta no dia a dia da persecução penal.

Ao longo do estudo, você encontrará:

  • A evolução histórica e cultural da posição da vítima mulher no processo penal brasileiro
  • O cenário nacional de proteção dos direitos da mulher a partir da Constituição de 1988
  • Os sistemas global, interamericano, africano e europeu de proteção dos direitos das mulheres
  • O Caso Maria da Penha Maia Fernandes vs. Brasil e seus reflexos investigativos
  • As principais decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre violência de gênero
  • O conceito e a aplicação do controle de convencionalidade policial
  • O diálogo multinível com as Cortes Europeia, Africana e o Tribunal da CEDEAO
  • Standards técnicos para a investigação de mortes violentas de mulheres
  • O dever de diligência reforçada e a investigação livre de estereótipos
  • A superação de visões procedimentais que reduzem o inquérito a mero formalismo

Mais do que descrever institutos, a autora propõe um novo paradigma para a atividade investigativa, em que o inquérito se converte em instrumento proativo de garantia de direitos. Para quem atua na ponta da investigação ou estuda o tema com profundidade, dominar este conteúdo é um diferencial concreto.

O inquérito policial como instrumento de proteção da vítima mulher

Se você atua com investigação criminal, persecução penal ou direitos humanos, sabe que poucos temas exigem tanto cuidado quanto a apuração de crimes contra mulheres. A forma como a notícia-crime é recebida, a diligência das primeiras providências e a ausência de estereótipos na condução do inquérito determinam, muitas vezes, o destino de toda a investigação e a própria credibilidade do sistema de justiça.

Nesta obra, Francini Imene Dias Ibrahin examina o inquérito policial convencional como instrumento de tutela dos direitos das vítimas do gênero feminino. O estudo articula a teoria do processo penal brasileiro com os parâmetros internacionais de direitos humanos, demonstrando como a investigação criminal precisa ser séria, independente, eficiente e livre de estereótipos para cumprir seu papel constitucional e convencional.

Com apresentação de Carolina Alves de Souza Lima e prefácio de Flávia Piovesan, o livro percorre o contexto histórico da vítima mulher, os sistemas regionais de proteção e a jurisprudência consolidada da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em diálogo com decisões das Cortes Europeia, Africana e do Tribunal da CEDEAO. Desse percurso emerge um dos conceitos centrais da obra: o controle de convencionalidade policial, dever de conformar a atividade investigativa aos tratados internacionais ratificados pelo Brasil.

O texto não se limita ao plano teórico. Ao final, a autora reúne standards técnicos aplicáveis à investigação de mortes violentas de mulheres, oferecendo parâmetros concretos de atuação voltados a prevenir a revitimização e a assegurar o efetivo acesso à justiça.

Principais temas abordados

A obra contempla:

  • A vítima no âmbito penal e processual penal e o fenômeno da vitimização
  • O contexto histórico e cultural da mulher e a vítima do gênero feminino no Brasil
  • A proteção dos direitos da mulher a partir da Constituição Federal de 1988
  • Os sistemas global, interamericano, africano e europeu de proteção
  • A Comissão Interamericana e o Caso Maria da Penha vs. Brasil
  • As decisões da Corte Interamericana sobre violência e discriminação de gênero
  • O controle de convencionalidade e o controle de convencionalidade policial
  • O diálogo multinível com a jurisprudência internacional
  • Os standards para a investigação criminal de crimes contra mulheres

Por que dominar este conteúdo

No plano técnico, a obra organiza, de forma estruturada, a base normativa e jurisprudencial que sustenta uma investigação adequada nos crimes contra mulheres, do plano constitucional ao convencional. No plano estratégico, oferece fundamentos sólidos para que delegados, membros do Ministério Público, magistrados e advogados sustentem a obrigatoriedade de uma apuração diligente e livre de estereótipos. Quem compreende esses parâmetros conduz, fiscaliza e questiona investigações com muito mais segurança.

A importância no cenário atual

O enfrentamento da violência de gênero ocupa o centro do debate jurídico e institucional brasileiro. A cada caso de feminicídio ou de violência doméstica que chega aos tribunais, reacende-se a discussão sobre a qualidade da investigação que o antecedeu. Em um contexto marcado por um padrão histórico e estrutural de desigualdade, esta obra entrega o repertório necessário para alinhar a prática investigativa nacional aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Para quem é esta obra

Destina-se a delegados de polícia, magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos, advogados, pesquisadores, docentes e estudantes de graduação e pós-graduação em Direito, sobretudo os que atuam ou se dedicam a Direitos Humanos, Direito Penal, Processo Penal, Criminologia e políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. É também leitura relevante para profissionais da segurança pública comprometidos com práticas investigativas alinhadas aos parâmetros internacionais.

Perguntas frequentes

Qual é o enfoque central da obra?
O livro analisa o inquérito policial convencional como instrumento de garantia dos direitos das vítimas do gênero feminino, à luz da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

A obra examina casos concretos julgados por cortes internacionais?
Sim. São analisadas diversas decisões da Corte Interamericana, em diálogo com julgados das Cortes Europeia, Africana e do Tribunal da CEDEAO, incluindo o emblemático Caso Maria da Penha vs. Brasil.

O conteúdo tem aplicação prática para a investigação criminal?
Sim. A autora reúne standards e parâmetros técnicos para a investigação de crimes contra mulheres, voltados à atuação concreta das autoridades responsáveis pela apuração.

O que é o controle de convencionalidade policial tratado no livro?
É o dever de a autoridade policial conformar suas práticas investigativas aos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil, eixo central desenvolvido pela autora.

A obra trata da revitimização?
Sim. O estudo discute a necessidade de uma investigação livre de estereótipos e o dever de diligência reforçada como formas de evitar nova vitimização da mulher dentro do sistema de justiça.

É indicada para quem está começando no tema?
Sim. A organização progressiva, do contexto histórico aos standards investigativos, torna a leitura acessível também a quem busca uma base estruturada sobre o assunto.

Eleve o padrão das suas investigações

A proteção das vítimas do gênero feminino começa muito antes do processo: começa na qualidade do inquérito. Esta obra coloca ao seu alcance uma análise criteriosa do inquérito policial convencional como instrumento dessa proteção, com o rigor doutrinário e o olhar internacional que o tema exige. Garanta o seu exemplar e fortaleça a sua atuação na defesa dos direitos humanos.

Introdução

Capítulo 1 - A Vítima: Contexto Histórico
1.1 A vítima no âmbito penal e processual penal no ordenamento jurídico brasileiro
1.2 A vitimização
1.3 O contexto histórico e cultural da mulher
1.4 A vítima do gênero feminino no Brasil
1.5 Cenário legal nacional de proteção dos direitos da mulher a partir da Constituição Federal de 1988

Capítulo 2 - Cenário Internacional de Proteção dos Direitos da Mulher
2.1 Sistema global ou onusiano de proteção dos direitos das mulheres
2.2 O Sistema Regional Interamericano de proteção dos direitos das mulheres
2.3 O Sistema Regional Africano e o Europeu de proteção dos direitos das mulheres

Capítulo 3 - O Sistema Regional Interamericano e a Proteção dos Direitos da Mulher
3.1 Comissão Interamericana de Direitos Humanos
3.2 A Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Caso Maria da Penha Maia Fernandes vs. Brasil
3.3 A Corte Interamericana de Direitos Humanos
3.4 O Controle de Convencionalidade e os direitos das vítimas do gênero feminino
3.4.1 O controle de convencionalidade policial e o direito das vítimas do gênero feminino
3.5 As decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e os direitos das vítimas do gênero feminino
3.5.1 Caso Trabalhadores da Fazenda Brasil Verde vs. Brasil (2016)
3.5.2 Caso Favela Nova Brasília vs. Brasil (2017)
3.5.3 Caso empregados da Fábrica de Fogos vs. Brasil (2020)
3.5.4 Caso Márcia Barbosa Souza e outros vs. Brasil (2021)
3.5.5 Caso dos Santos Nascimento e Ferreira Gomes vs. Brasil (2024)
3.5.6 Caso González e outras ("Campo Algodoeiro") vs. México (2009)
3.5.7 Caso Rosendo Cantú e outra vs. México (2010)
3.5.8 Caso Espinoza Gonzáles vs. Peru (2014)
3.5.9 Caso Véliz Franco e outros vs. Guatemala (2014)
3.5.10 Caso Velásquez Paiz e outros vs. Guatemala (2015)
3.5.11 Caso López Soto e outros vs. Venezuela (2018)
3.5.12 Caso Vicky Hernández e outras vs. Honduras (2021)
3.5.13 Caso Bedoya Lima e outra vs. Colômbia (2021)
3.6 Diálogo multinível com a jurisprudência internacional
3.7 A Corte Europeia de Direitos Humanos e os direitos das vítimas do gênero feminino
3.7.1 Caso Opuz vs. Turquia (2009)
3.7.2 Caso Bevacqua e S. vs. Bulgária (2008)
3.7.3 A importância das decisões da Corte Europeia de Direitos Humanos
3.8 A Corte Africana de Direitos Humanos e dos Povos e os direitos das vítimas do gênero feminino
3.8.1 Caso Associação para o Progresso e a Defesa dos Direitos das Mulheres Malianas (APDF) e outro vs. República do Mali
3.9 O Tribunal de Justiça da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os direitos das vítimas do gênero feminino
3.9.1 Caso Dorothy Njemanze e três outros vs. Nigéria (2017)
3.10 Convergência da jurisprudência internacional e os direitos das vítimas do gênero feminino na investigação criminal

Capítulo 4 - Inquérito Policial Convencional e a Tutela dos Direitos das Vítimas do Gênero Feminino
4.1 Instrumentos nacionais e internacionais na investigação criminal de mortes violentas de mulheres
4.2 Standards na investigação criminal da vítima do gênero feminino

Conclusão

Referências