Se você lida com reestruturações empresariais, crises econômicas ou litígios sindicais, sabe o quanto é desconfortável atuar diante de um instituto que o legislador brasileiro nunca regulamentou. A dispensa coletiva continua sem critérios objetivos, e essa lacuna recai diretamente sobre quem precisa assessorar empresas, defender trabalhadores ou julgar conflitos.
Felipe Tabet Oller do Nascimento enfrenta esse vazio com rigor técnico e visão prática, reconstruindo a trajetória do tema no Brasil, analisando a jurisprudência e a Lei n. 13.467/17 e trazendo o direito comparado para iluminar caminhos. Ao final, apresenta uma proposta consistente de regulamentação, com critérios e procedimento, capaz de conciliar a proteção do emprego com a previsibilidade de que as empresas necessitam.
Nestas páginas você vai encontrar:
Para o profissional que precisa fundamentar teses e antecipar riscos em um terreno ainda sem balizas legais, esta obra oferece a base técnica e a clareza necessárias para atuar com segurança.
Poucos temas do Direito do Trabalho são tão recorrentes na prática e tão carentes de tratamento legal quanto a dispensa coletiva. Em cenários de crise econômica, reorganização produtiva e transformações tecnológicas, o despedimento em massa surge como medida muitas vezes inevitável, mas o profissional que precisa orientá-lo ou contestá-lo se vê sem critérios objetivos sobre os quais sustentar sua atuação.
Felipe Tabet Oller do Nascimento parte exatamente dessa lacuna. A obra demonstra que a ausência de regulamentação específica não é detalhe técnico, mas fonte concreta de insegurança jurídica que afeta empresas, trabalhadores e o próprio Poder Judiciário, exigindo do intérprete um esforço permanente de construção de balizas.
Com fundamentação sólida, o autor percorre os aspectos históricos da dispensa no Brasil, examina a jurisprudência e o impacto da Lei n. 13.467/17 e recorre ao direito comparado para identificar elementos capazes de inspirar uma normatização adequada à realidade nacional. O trabalho não se limita ao diagnóstico: avança para uma proposta concreta de regulamentação.
Mais do que descrever o instituto, a obra busca conciliar interesses historicamente em tensão, mostrando que a definição de critérios e de um procedimento prévio pode, ao mesmo tempo, proteger o emprego e oferecer previsibilidade às decisões empresariais.
A obra desenvolve:
Atuar em dispensa coletiva sem critérios claros é trabalhar no escuro. Compreender a lógica histórica, jurisprudencial e comparada do instituto permite ao advogado calibrar teses, ao magistrado fundamentar decisões e ao consultor antecipar riscos em reestruturações empresariais. Dominar a matéria é transformar uma área marcada por incerteza em terreno em que se pode atuar com método e segurança.
Crises econômicas recorrentes, automação e reorganizações produtivas tornam o despedimento coletivo um tema cada vez mais presente nas mesas de negociação e nos tribunais. Diante de um ordenamento que ainda não regulamentou o instituto, conhecer os parâmetros possíveis e as tendências do direito comparado deixou de ser refinamento acadêmico para se tornar exigência prática de quem atua em relações de trabalho.
Destina-se a advogados trabalhistas, magistrados, membros do Ministério Público do Trabalho, procuradores, professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação que buscam aprofundamento técnico no tema. É também leitura relevante para dirigentes sindicais, departamentos jurídicos empresariais, profissionais de recursos humanos e consultores envolvidos em negociação coletiva, reestruturações e análise de riscos trabalhistas.
O livro trata da Reforma Trabalhista?
Sim. A obra analisa a dispensa coletiva também a partir da Lei n. 13.467/17, com atenção aos efeitos da Reforma Trabalhista sobre o tema.
A obra aborda o papel dos sindicatos?
Sim. O autor examina o papel do sindicato profissional no procedimento de dispensa coletiva, especialmente na negociação de medidas alternativas ao despedimento.
O livro compara o tratamento de outros países?
Sim. A obra analisa a dispensa coletiva em ordenamentos estrangeiros, buscando elementos úteis ao debate sobre a regulamentação brasileira.
A obra propõe critérios para caracterizar a dispensa coletiva?
Sim. São discutidos critérios causais, numéricos e temporais, além de uma proposta de procedimento para a regulamentação do instituto.
A abordagem é apenas teórica?
Não. Embora tenha base acadêmica sólida, a obra oferece reflexão aplicada sobre segurança jurídica, atuação sindical, procedimento prévio e alternativas à dispensa.
A quem a obra é mais útil?
A profissionais e pesquisadores que precisam fundamentar posições e antecipar riscos em dispensas coletivas, reestruturações empresariais e conflitos sindicais.
Enquanto o legislador não regulamenta a dispensa coletiva, cabe ao profissional construir, caso a caso, os parâmetros de sua atuação. Esta obra coloca ao seu alcance a análise histórica, jurisprudencial e comparada, somada a uma proposta concreta de regulamentação, para que você atue com segurança em um dos temas mais sensíveis das relações de trabalho. Garanta agora o seu exemplar.
Introdução
Capítulo 1 - Aspectos Históricos da Dispensa no Brasil
1.1 Estabilidade Decenal
1.2 Regime do FGTS
1.3 Constituição de 1988
1.4 Alcance da Lei Complementar
Capítulo 2 - Aspectos da Dispensa Coletiva no Brasil
2.1 Conceito
2.2 Classificação
2.3 Dispensa coletiva na jurisprudência
2.4 A Lei n. 13.467/17 e a Reforma Trabalhista
2.5 O papel do sindicato profissional
Capítulo 3 - Dispensa Coletiva em Outros Ordenamentos Jurídicos
Capítulo 4 - Proposta de Regulamentação: Critérios e Procedimento
Conclusão
Referências