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Descrição
Ref: CMB-LUTA-DIREITO-26
Edição: 1 Edição
Publicação: 2026
Páginas: 120 páginas
Formato: 16 x 23cm + e-Book
Tradução e notas: Julio Macedo
Original: Der Kampf ums Recht (1872)


Versão impressa em pré-lançamento com disponibilidade de envio a partir do dia 15/09/2026.
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Há mais de um século e meio, uma conferência de despedida em Viena virou um dos textos jurídicos mais lidos de toda a história. Em A Luta pelo Direito, Rudolf von Ihering sustenta uma tese que continua incômoda e atual: nenhum direito se conquista sem resistência, e nenhum direito se conserva sem a disposição de defendê-lo.

Esta é uma tradução nova e integral, feita diretamente sobre o texto alemão de 1872, que preserva o vigor retórico do original — e vai além: aproxima Ihering do foro brasileiro. Ao longo de toda a obra, o leitor encontra dois recursos exclusivos desta edição, sempre distintos da voz do autor:

  • Tradução integral e fiel, feita sobre a primeira edição alemã de 1872
  • Notas do tradutor [N.T.] que esclarecem referências históricas, filosóficas e de terminologia
  • Quadros Comentário — Direito Brasileiro que transpõem cada ideia central para o nosso ordenamento
  • Aplicação à Constituição de 1988: acesso à justiça, devido processo e contraditório (art. 5º)
  • Diálogo com o Código Civil de 2002 e com o Código de Processo Civil de 2015
  • A distinção entre direito objetivo (norma agendi) e direito subjetivo (facultas agendi)
  • O direito como conceito de força: a balança e a espada da justiça
  • A defesa do próprio direito como dever para consigo mesmo e para com a sociedade
  • O sentimento jurídico como base da força de um povo e de suas instituições
  • Texto acessível ao jurista e ao leitor culto, sem perder o rigor

Um clássico que todo advogado, magistrado, professor e estudante de Direito deveria ler — aqui em uma edição que fala diretamente à prática forense brasileira.

A Luta pelo Direito: o clássico de Ihering em edição anotada e aplicada ao Direito brasileiro

Poucos textos jurídicos atravessaram tão intactos um século e meio quanto esta pequena e ardente conferência. Der Kampf ums Recht — "A luta pelo direito" — nasceu como preleção de despedida de Rudolf von Ihering na Sociedade Jurídica de Viena, em 1872, e tornou-se um dos escritos jurídicos mais traduzidos e reeditados de toda a história, lido por juristas e leigos em dezenas de línguas.

A tese é conhecida e permanece atual: o direito não é um conceito meramente lógico, e sim um conceito de força. Nenhuma norma jurídica se implantou sem vencer resistências, e nenhum direito subjetivo se conserva sem a disposição de defendê-lo. Defender o próprio direito, quando ele é lesado de modo aviltante, deixa de ser cálculo de interesse e torna-se um dever — para consigo mesmo e para com a comunidade, porque no direito de cada um está em jogo o direito de todos.

Esta edição da Memória Forense tem um duplo propósito. O primeiro é oferecer ao leitor brasileiro uma tradução fiel e integral, feita diretamente sobre o texto alemão de 1872, que preserve o vigor retórico do original sem domesticá-lo. O segundo é aproximar Ihering do foro brasileiro, com dois tipos de intervenção sempre tipograficamente distintos da voz do autor: as notas do tradutor [N.T.], que esclarecem referências históricas, filosóficas e terminológicas, e os quadros Comentário — Direito Brasileiro, que transpõem cada ideia central para a Constituição de 1988, o Código Civil, o processo e a prática forense.

Principais temas abordados

A obra desenvolve, entre outros:

  • A paz como fim e a luta como meio do direito — dois contrários inseparáveis
  • O direito como conceito de força: a balança e a espada da justiça
  • A origem do direito e a crítica à Escola Histórica
  • A luta pelo direito como afirmação da personalidade e dever para consigo mesmo
  • A defesa do direito individual como dever para com a sociedade
  • O interesse da nação na disposição de cada um em afirmar o seu direito
  • Direito objetivo (norma agendi) e direito subjetivo (facultas agendi)
  • O sentimento jurídico (Rechtsgefühl) e a saúde das instituições

O diferencial desta edição

Mais do que reeditar um clássico, esta versão foi pensada para o profissional brasileiro. Os quadros Comentário — Direito Brasileiro conectam a intuição de Ihering ao nosso ordenamento: a garantia de acesso à justiça (art. 5º, XXXV), o devido processo legal e o contraditório (art. 5º, LIV e LV), o arsenal de tutela de urgência e execução do CPC/2015 e a teoria do direito subjetivo e da pretensão que informa o Código Civil de 2002. É o texto de 1872 lido com os olhos de quem litiga hoje.

Por que ler no cenário atual

Num tempo em que a distância entre reconhecer um direito e realizá-lo é sentida todos os dias no foro, a mensagem de Ihering ganha força renovada: um direito sem meio idôneo de realização é promessa vã. A obra arma o leitor com uma compreensão profunda do porquê da defesa do direito — fundamento tanto do discurso jurídico quanto da postura ética do profissional.

Para quem é

Advogados que buscam fundamento e retórica para sustentar a defesa de um direito; magistrados e membros do Ministério Público interessados na teoria que estrutura o processo; professores e estudantes de Teoria Geral do Direito, Filosofia do Direito e Direito Civil; e todo leitor culto que deseja compreender por que o direito é, antes de tudo, conquista e afirmação.

Perguntas frequentes

Esta tradução é integral?
Sim. É uma tradução nova e integral, feita diretamente sobre a primeira edição alemã de 1872, sem cortes ou resumos.

O que são os quadros "Comentário — Direito Brasileiro"?
São acréscimos exclusivos desta edição que transpõem cada ideia central de Ihering para o ordenamento brasileiro — Constituição de 1988, Código Civil, CPC e prática forense. São pontos de vista de leitura, voltados ao profissional da Justiça.

Preciso saber alemão ou filosofia para acompanhar?
Não. O próprio Ihering escreveu o texto para ser inteligível também ao não jurista, e as notas do tradutor [N.T.] esclarecem referências históricas e terminológicas ao longo da leitura.

É o mesmo autor de "O Espírito do Direito Romano"?
Sim. Rudolf von Ihering (1818–1892) foi um dos maiores juristas do século XIX; esta obra é a face inflamada e popular da virada teórica que ele consolidou em "A Finalidade no Direito".

Por que aparece "Ihering" e não "Jhering"?
Optou-se pela grafia Ihering, forma que consta da folha de rosto da edição vienense de 1872; o leitor a encontrará, em outras edições, também sob a grafia Jhering.

O que dizem os leitores

Advogado. "Reli em uma tarde e saí com argumentos novos para a defesa de um direito lesado. Os comentários ao Direito brasileiro fazem a ponte que faltava entre o clássico e a petição."

Professora de Teoria do Direito. "A tradução respira o vigor do original e as notas contextualizam sem interromper a leitura. Virou indicação obrigatória para meus alunos."

Magistrado. "Um lembrete necessário de que o processo é o meio pelo qual o direito se realiza. Os quadros sobre a Constituição de 1988 e o CPC são certeiros."

Estudante de Direito. "Finalmente entendi a diferença entre direito objetivo e subjetivo lendo o próprio Ihering, e não um resumo. Texto curto, denso e inspirador."

Enfrente a luta com o clássico ao seu lado

Leve para a sua biblioteca a edição que une o texto integral de Ihering ao Direito que você pratica todos os dias. Adicione ao carrinho e comece a ler agora mesmo.

  • Apresentação da edição — o combate como essência do direito
  • Prefácio do autor
  • I. A paz e a luta
  • II. A origem do direito e a crítica à Escola Histórica
  • III. A luta pelo direito como dever para consigo mesmo
  • IV. A defesa do direito como dever para com a sociedade
  • V. O interesse da nação na afirmação do direito individual
  • VI. O sentimento jurídico e o direito moderno
  • Quadros Comentário — Direito Brasileiro (ao longo de toda a obra)