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Descrição
Ref: LIV-BACK-IMP-26
Edição: 1ª Edição
Publicação: 06/2026
Páginas: 163
Capa: Brochura
Peso: 0,275g
Dimensões: 16x23cm

Se você atua em ações de improbidade administrativa, sabe que a Lei nº 14.230/2021 mudou o eixo de toda a discussão: hoje, sem a demonstração do dolo, não há ato ímprobo. Esta obra coloca em suas mãos exatamente o instrumento que faltava para enfrentar esse novo regime com segurança técnica.

Fabiane Verones Vigilio Galarraga examina o dolo não como conceito abstrato, mas como filtro concreto de responsabilização, separando com rigor o que é mera ilegalidade, irregularidade ou má gestão daquilo que efetivamente configura conduta dolosa sancionável.

Nestas páginas você encontrará:

  • O histórico das normas de probidade e improbidade no Direito brasileiro
  • A distinção precisa entre dolo genérico e dolo específico
  • A diferença entre dolo, má-fé, vontade e voluntariedade
  • A natureza jurídica e as espécies de improbidade na Lei nº 8.429/1992
  • A crise dos 30 anos da lei e os fenômenos do "apagão das canetas"
  • A nova sistemática inaugurada pela Lei nº 14.230/2021
  • Os parâmetros para aferição da prova do dolo pelo Judiciário
  • O equilíbrio entre o poder-dever de fiscalização e as garantias do acusado
  • O fenômeno do backlash decisório e seus reflexos práticos

Para o profissional que precisa sustentar teses com base na lei reformada, esta é a leitura que transforma incerteza em critério objetivo.

O dolo como divisor de águas na nova improbidade administrativa

Poucas reformas legislativas reorganizaram um campo inteiro do Direito como a Lei nº 14.230/2021 fez com a improbidade administrativa. Se você acompanha esse tema, percebeu que a discussão deixou de girar em torno da simples ilegalidade do ato e passou a concentrar-se em um único ponto decisivo: a demonstração do elemento subjetivo. Sem dolo, não há responsabilização.

Nesta obra, Fabiane Verones Vigilio Galarraga enfrenta esse deslocamento com profundidade doutrinária e olhar aplicado. A autora reconstrói a trajetória das normas de probidade no Brasil, confronta o modelo anterior — marcado por interpretações amplas e por grande insegurança jurídica — com a sistemática atual e demonstra como o dolo passou a operar como verdadeiro filtro da responsabilização do agente público.

O trabalho dialoga de forma constante com a doutrina e com a jurisprudência dos tribunais superiores, sem perder de vista os desafios concretos de quem atua em ações de improbidade. A análise enfrenta o chamado backlash decisório, expõe os efeitos práticos da reforma e propõe critérios objetivos para que a aferição do dolo não dependa de impressões subjetivas do julgador.

O resultado é uma leitura técnica e equilibrada, que ajuda o profissional a distinguir com clareza o erro administrativo legítimo da conduta dolosa sancionável, fortalecendo a segurança jurídica em um dos terrenos mais sensíveis do Direito Público.

Principais temas abordados

A obra contempla:

  • Moralidade, probidade e improbidade administrativa como conceitos articulados
  • Responsabilidade objetiva e subjetiva no ato ímprobo
  • Dolo genérico e dolo específico: definição, evolução e controvérsias
  • As diferenças entre dolo, má-fé, vontade e voluntariedade
  • Origem, natureza jurídica e espécies de improbidade na Lei nº 8.429/1992
  • A crise dos 30 anos da lei, a "ineficiência pelo controle" e o "apagão das canetas"
  • A nova sistemática trazida pela Lei nº 14.230/2021 e o Direito Administrativo Sancionador
  • Parâmetros para a prova do dolo: confissão, conhecimento e recomendações administrativas
  • Os critérios relativos às garantias do acusado e à natureza garantista do processo

Por que dominar este conteúdo

No plano prático, compreender o novo papel do dolo significa saber quando uma conduta efetivamente ultrapassa o campo da irregularidade e ingressa no da improbidade. Para a acusação, é a chave para fundamentar a demonstração do elemento subjetivo; para a defesa, é o repertório necessário para afastar a responsabilização quando o dolo específico não estiver caracterizado. Em ambos os casos, dominar esses critérios é atuar com técnica em vez de depender de interpretações genéricas.

A importância no cenário atual

Após a reforma, tribunais de todo o país vêm reconstruindo seus entendimentos sobre a configuração do ato ímprobo, e o resultado ainda está em formação. Ignorar essa transição é correr o risco de sustentar teses superadas. A obra situa o leitor exatamente nesse ponto de inflexão, conectando a norma reformada à jurisprudência que a interpreta e aos desafios que ainda aguardam definição.

Para quem é esta obra

Destina-se a advogados públicos e privados, membros do Ministério Público, magistrados, procuradores, assessores jurídicos, servidores e gestores públicos que atuam com controle da Administração e ações de improbidade. Também é leitura relevante para professores, pesquisadores e estudantes de Direito interessados em Direito Administrativo, Direito Público e Direito Administrativo Sancionador.

Perguntas frequentes

O livro analisa a reforma da Lei de Improbidade Administrativa?
Sim. A obra examina em profundidade os impactos da Lei nº 14.230/2021, com ênfase na exigência do dolo para a responsabilização por ato de improbidade.

A obra diferencia dolo genérico de dolo específico?
Sim. Esse é um dos eixos do trabalho, que percorre a evolução conceitual do dolo, suas controvérsias doutrinárias e a exigência do dolo específico após a reforma.

O texto trata da prova do dolo?
Sim. A autora propõe parâmetros concretos para a aferição do dolo pelo Judiciário, abordando confissão, conhecimento do agente e recomendações administrativas.

A obra relaciona improbidade e garantias fundamentais?
Sim. Um dos pontos centrais é o equilíbrio entre o poder-dever de fiscalização e a preservação das garantias do agente público acusado.

O conteúdo tem aplicação prática?
Sim. Além da análise teórica, o livro oferece critérios aplicáveis à atuação em ações de improbidade e ao controle da Administração Pública.

Atue com segurança no novo regime da improbidade

A responsabilização do agente público nunca mais será discutida como antes da Lei nº 14.230/2021. Esta obra coloca ao seu alcance os critérios técnicos para interpretar, sustentar e antecipar as decisões que já chegam aos tribunais. Garanta o seu exemplar e fortaleça sua atuação no Direito Administrativo Sancionador.

Introdução

Capítulo 1 - Histórico das Normas sobre Improbidade Administrativa no Brasil
1.1 Moralidade Administrativa, Probidade Administrativa e Improbidade Administrativa
1.2 Responsabilidade Objetiva e Responsabilidade Subjetiva e a Improbidade Administrativa
1.2.1 Dolo - definição geral
1.2.1.1 Distinção entre dolo genérico e dolo específico
1.2.1.2 Diferença entre vontade e voluntariedade
1.2.2 Diferença entre dolo e má-fé
1.3 Dolo no Ato Ímprobo - Improbidade Administrativa

Capítulo 2 - Improbidade Administrativa - Lei nº 8.429/1992
2.1 Origem da Lei de Improbidade Administrativa - Lei nº 8.429/1992
2.2 Natureza Jurídica da Lei de Improbidade Administrativa: Penal - Civil
2.3 Espécies de Improbidade Administrativa - Lei nº 8.429/1992
2.4 Elementos Subjetivos dos Tipos Previstos na Lei nº 8.429/1992 (Artigos 9º, 10 e 11)
2.5 Crise dos 30 Anos da Lei de Improbidade Administrativa e os Fenômenos da "Ineficiência pelo Controle" e "Apagão das Canetas"

Capítulo 3 - Improbidade Administrativa Pós-Reforma Legislativa
3.1 Reforma Legislativa - Projeto de Lei nº 10.887/2018
3.2 Nova Sistemática da Lei de Improbidade Administrativa e o Direito Administrativo Sancionador
3.3 Conceitos de Improbidade Administrativa à Luz da Lei nº 14.230/2021
3.4 Elementos Subjetivos Admissíveis à Configuração da Improbidade Administrativa na Atualidade

Capítulo 4 - O Dolo na "Nova" Lei de Improbidade Administrativa
4.1 A Importância da Atuação do Poder Judiciário no Equilíbrio entre o Poder-Dever de Fiscalização e Repressão e a Garantia dos Direitos do Acusado
4.2 A Lei nº 8.429/1992 e a Exigência de Dolo Específico: Indicativos Legais a Serem Considerados pelo Poder Judiciário nas Ações por Ato de Improbidade Administrativa
4.3 A Análise da Prova do Dolo: Possíveis Parâmetros a Serem Utilizados pelo Poder Judiciário para Aferição do Dolo e da Má-fé
4.3.1 Confissão
4.3.2 Sobre o Conhecimento
4.3.2.1 Conhecimentos Inerentes à Convivência em Sociedade
4.3.2.2 Conhecimentos Específicos para o Exercício da Função ou Atividade ou Situação Jurídica do Agente
4.3.2.3 Situações em que o Agente tenha Exteriorizado Conhecimento
4.3.2.4 Provas de que Determinado Conhecimento foi Transmitido por Terceiros ao Agente
4.3.3 Recomendações Administrativas (Alertas do Tribunal de Contas e Recomendações do Ministério Público)
4.4 Critérios Relativos às Garantias do Acusado
4.4.1 A Natureza das Condutas Tipificadas na Lei nº 8.429/1992
4.4.2 Os Objetivos da Lei de Improbidade Administrativa e a Gravidade do Fato e das Sanções
4.4.3 As Consequências e Reflexos "Externos" à Condenação
4.4.4 A Natureza Garantista do Processo por Ato de Improbidade Administrativa

Conclusão

Referências